A importância da leitura para a formação das idéias e do campo cultural da criança
Marilú Garcia do Amaral

Alguém, em algum lugar do espaço e do tempo disse: Quando mais lemos, melhor escrevemos. A leitura é uma das formas mais democráticas do aprendizado, ela nos permite um conhecimento muito mais amplo de nossa língua, a cada nova leitura milhares de palavras passam a fazer parte de nosso cotidiano. Com as crianças não é diferente.
Quando os pais começam a ler as histórias, os primeiros contos de fadas — muitos deles tão antigos quanto a humanidade, eles permitem aos filhos o início da caminhada pelo mundo da magia, as crianças começam a viajar por locais até então totalmente desconhecidos e, assim, iniciam sua jornada pelas letras. No começo palavras ao ouvido que ninam seus sonhos, depois a identificação das ilustrações e a leitura das primeiras palavras.
De nada adiantará insistir em alguma leitura na qual não encontramos prazer, não importando a idade, e isso nas crianças pode traumatizar e afastá-la dos livros. As Editoras dividem a classificação da Literatura Infantil da seguinte maneira: Pré-leitor de 0 a 6 anos; Leitor Iniciante de 6 a 7 anos; Leitor–em–processo entre os 8 e 9 anos; o Fluente na idade de 10 a 11 anos; e entre os 12 e 13 o Leitor Crítico. Respeitar estas fases irá facilitar o aprendizado e, principalmente, possibilitar as crianças um caminhar prazeroso pela literatura.
Não temos como fugir desta responsabilidade na formação das idéias e do campo cultural de nossas crianças. Hoje a quantidade de livros infantis é absurdamente maior que há dez anos atrás e precisamos separar o que é bom do ruim. Esta farta quantidade tem como positivo as novas opções, trazendo temas mais atuais que debatem a realidade nas quais elas vivem, aqui um destaque para os livros que mostram o respeito pela história, pelas diferenças e meio ambiente. Sim, é possível falar deste assunto de uma maneira prazerosa. E, alguns, autores conseguem.
Passe um tarde agradável, pelo menos 1 vez ao mês, em uma livraria com as crianças. Deixe que elas manuseiam os livros e veja seus olhos brilharem, tanto quanto se fosse um brinquedo. E, se possível, deixe que elas escolham o que querem levar para casa. Se fugir ao orçamento você poderá tentar substituir. Pelo que costumo acompanhar, a maioria aceita a troca por um mais adequado ao seu bolso, deixe isso claro , mas não tenha dúvida que alguns vão protagonizar cenas bem interessantes, mas aí já é uma outra história.

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